INTIC sensibiliza estudantes sobre segurança cibernética e apresenta novas legislações do sector

INTIC sensibiliza estudantes sobre segurança cibernética e apresenta novas legislações do sector

O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) promoveu, nesta sexta-feira, 23 de outubro, uma palestra sobre a Lei de Segurança Cibernética e a Lei de Crimes Cibernéticos no Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza, na Mozal.

O encontro teve como objectivo dar a conhecer aos jovens o quadro jurídico e institucional de Moçambique em matéria de segurança digital, bem como os riscos e as responsabilidades associados ao uso das tecnologias de informação e comunicação. Para o INTIC, os estudantes de informática e computação são um público estratégico, pois são utilizadores intensivos do ambiente digital e futuros profissionais do sector.

A palestra dedicou espaço à engenharia social, às fraudes digitais e ao uso indevido de dados pessoais. Foram apresentados exemplos reais de práticas fraudulentas: a criação de contas falsas, o envio de mensagens enganosas e as estratégias que exploram a confiança das vítimas para obter informações sensíveis, como palavras-passe e dados bancários. Os estudantes foram alertados para sinais comuns, como mensagens que exigem resposta urgente, pedidos de códigos de verificação e contactos de remetentes desconhecidos.

A manipulação de conteúdos com recurso à Inteligência Artificial foi também o tema central do evento, que descreve a complexidade do próprio cenário digital actual, desde a capacidade de distinguir o verdadeiro do falso. Sobre a integridade da informação, os jovens foram incentivados a adoptar uma postura crítica perante o que circula nas plataformas digitais, a verificar as fontes antes de partilhar e a ter presente que os algoritmos podem amplificar a desinformação e influenciar opiniões, decisões e comportamentos.

Segundo o INTIC, representado pelos técnicos do SCIRT (Equipa de resposta a acidentes cibernéticos), a acção faz parte dos esforços para promover a literacia digital e a adopção de boas práticas de segurança cibernética, sobretudo entre os jovens. A instituição reafirma o compromisso de contribuir para um ciberespaço seguro e resiliente, através da educação, da sensibilização e da divulgação dos instrumentos legais em vigor.

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