Transformação digital exige novas competências para preparar trabalhadores para o futuro
A transformação digital está a alterar as formas de trabalho e de aprendizagem, criando novas exigências de competências e tornando fundamental o investimento na formação dos trabalhadores para garantir uma participação segura, inclusiva e efectiva no ambiente digital.
A preparação dos trabalhadores para estas mudanças passa pelo desenvolvimento de competências digitais, pela expansão do acesso às tecnologias e à Internet, bem como pela criação de modelos de educação corporativa capazes de combinar as necessidades profissionais com as novas oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais.
Esta perspectiva esteve em destaque no seminário sobre “Formação e Educação Corporativa na EDM: Qualidade, Impacto e Transformação Digital”, que decorre nos dias 17 e 18 de Setembro de 2026, no Centro de Formação da Electricidade de Moçambique (EDM), localizado na Central Termoeléctrica de Maputo, reunindo diferentes intervenientes para reflectir sobre o futuro da formação profissional e o impacto da transformação digital no desenvolvimento das organizações.
Um dos principais temas em debate foi a necessidade de adaptar os modelos de aprendizagem às novas realidades tecnológicas. A utilização de plataformas digitais, o desenvolvimento de competências e a preparação dos trabalhadores para novas formas de trabalho foram apontados como elementos importantes para assegurar que a transformação tecnológica resulte em ganhos de produtividade e melhores oportunidades de desenvolvimento profissional.
Neste contexto, a formação digital deverá responder não apenas às competências específicas exigidas por cada área profissional, mas também a competências transversais que permitam aos trabalhadores utilizar as tecnologias de forma segura, responsável e eficiente. A literacia cidadania digital e a inclusão de grupos mais vulneráveis foram igualmente apontadas como componentes importantes deste processo.
No debate, foi ainda defendida a combinação entre a formação presencial e o recurso a plataformas digitais, permitindo criar modelos de aprendizagem mais flexíveis e adaptados às necessidades dos trabalhadores. Para o efeito, torna-se necessário assegurar o acesso a dispositivos, plataformas e outros recursos, bem como disponibilizar conteúdos simples, acessíveis, atractivos e adequados aos diferentes perfis de utilizadores.
O INTIC foi representado pelo Director da Divisão de Segurança Cibernética e Protecção de Dados Eugénio Jeremias, que destacou a necessidade de assegurar que a transformação digital amplie o acesso às oportunidades proporcionadas pelas tecnologias, contribuindo para a redução das desigualdades e assimetrias no acesso à formação entre nas delegações da EDM em todo o território nacional.
Afirmou ainda que “O acesso pleno, seguro e inclusivo à cidadania digital deve ser garantido a todos os cidadãos”, defendendo uma abordagem de inclusão digital que permita utilizar as novas tecnologias como instrumentos de desenvolvimento e participação na sociedade de informação.
Por sua vez, a representante da EDM, Assa Filipe Malate, salientou a importância de criar condições para que os trabalhadores acompanhem a transição para modelos digitais de formação, através de plataformas acessíveis, recursos adequados, palestras, campanhas de sensibilização e mecanismos de apoio durante o processo de adaptação.
Para Moçambique, o fortalecimento das competências digitais poderá contribuir para preparar a força de trabalho para as novas exigências do mercado, promover a inclusão e apoiar organizações mais eficientes e resilientes, desde que a transformação tecnológica seja acompanhada por investimento contínuo em pessoas, formação, segurança e acesso às tecnologias.
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