PCA do INTIC representa Moçambique na reunião do Mecanismo Global das Nações Unidas sobre Segurança das TIC

PCA do INTIC representa Moçambique na reunião do Mecanismo Global das Nações Unidas sobre Segurança das TIC

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP), Prof. Lourino Chemane, representou a República de Moçambique na reunião do Mecanismo Global sobre os Desenvolvimentos no Domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Contexto da Segurança Internacional e da Promoção do Comportamento Responsável dos Estados na Utilização das TIC, realizada no dia 16 de Julho de 2026, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

 A reunião enquadra-se na implementação do Mecanismo Global das Nações Unidas, prevista para promover o diálogo permanente entre os Estados-Membros sobre a utilização responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação, o reforço da segurança internacional no ciberespaço, a construção de confiança entre os Estados e o desenvolvimento de capacidades em matéria de cibersegurança.

 Durante a sua intervenção, apresentou os progressos alcançados no fortalecimento do seu quadro nacional de cibersegurança e de governação digital, destacando as reformas legislativas e institucionais inovadoras nos últimos anos para responder aos desafios decorrentes da crescente transformação digital.

Sublinhou que tem registado avanços através da aprovação da Lei da Segurança Cibernética, instrumento que estabelece o quadro jurídico nacional para a prevenção, detecção, resposta e recuperação de incidentes de segurança cibernética, bem como a Lei dos Crimes Cibernéticos, que reforçam uma base legal para a investigação, responsabilização e repressão dos crimes praticados com recurso às tecnologias digitais e aqueles que têm como alvo directo os sistemas e redes informáticas.

Na ocasião, foi igualmente destacado o desenvolvimento contínuo de instrumentos jurídicos e regulamentares complementares destinados à consolidação da governação digital em Moçambique, incluindo quadros normativos relativos à governação de dados, plataformas digitais, interoperabilidade, serviços de confiança digital, protecção de infra-estruturas críticas de informação e preparação do País para tecnologias emergentes, com particular abordagem para a Inteligência Artificial.

 Ao partilhar a experiência nacional, Moçambique destacou que uma das principais lições aprendidas é que a resiliência cibernética depende não apenas da existência de legislação adequada, mas também do fortalecimento das instituições, da disponibilidade de recursos humanos envolvidos, da capacidade técnica das entidades competentes e da construção de parcerias sólidas entre o Governo, o sector privado, a academia e a sociedade civil. O País defende igualmente que as reformas legislativas devem ser acompanhadas por um processo contínuo de desenvolvimento de capacidades, garantindo que os instrumentos legais possam ser implementados de forma efectiva e produzir resultados concretos na prevenção, detecção e resposta a incidentes cibernéticos. Relativamente ao Mecanismo Global, Moçambique manifestou a expectativa de que esta plataforma se afirme como um espaço inclusivo, transparente e orientado para resultados, capaz de promover uma cooperação internacional efectiva entre todos os Estados-Membros.

 Moçambique sublinha que o reforço de capacidades deve ser orientado pelas necessidades específicas de cada Estado, respeitando as prioridades nacionais e garantindo a sustentabilidade a longo prazo, evitando abordagens uniformizadas que não respondam aos diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico. No domínio da cooperação internacional, o País reafirmou a sua total disponibilidade para trabalhar em estreita colaboração com todos os Estados-Membros das Nações Unidas, organizações internacionais e regionais, parceiros de cooperação, sector privado, comunidade académica e sociedade civil, confirmando que apenas uma abordagem multissetorial permite enfrentar os desafios apresentados pelas ameaças cibernéticas contemporâneas. Moçambique reiterou ainda o seu compromisso com a promoção da partilha de conhecimentos, da transferência de competências, do intercâmbio de boas práticas e do fortalecimento da confiança entre os Estados, elementos considerados essenciais para garantir um espaço cibernético aberto, seguro, estável, acessível, interoperável e pacífico. A participação do PCA do INTIC nesta reunião reafirma o compromisso de Moçambique na implementação das recomendações das Nações Unidas sobre o comportamento responsável dos Estados no ciberespaço e reforça a posição do País como um parceiro activo nos esforços internacionais destinados a fortalecer a segurança digital global. O encontro permitiu igualmente consolidar o diálogo entre os Estados sobre os desafios emergentes da cibersegurança, fomentar a cooperação internacional em matéria de desenvolvimento de capacidades e promover iniciativas destinadas à construção de um futuro digital mais seguro, resiliente, sustentável e próspero para todos.

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