Marraquexe acolhe competição internacional de Segurança Cibernética com participação moçambicana
A Cidade de Marraquexe acolhe, de 19 a 21 de Maio, os Cyber Games and Digital Security Challenge, uma competição técnica internacional que reúne investigadores de crime cibernético, especialistas em segurança digital e peritos em forense informática de diferentes países, com o objectivo de reforçar a cooperação global no combate ao crime cibernético.
A iniciativa é organizada pelo Conselho da Europa, em parceria com a INTERPOL e o Reino de Marrocos, contando ainda com o apoio do projecto Global Action on Cybercrime Enhanced (GLACY-e).
Moçambique participa neste importante fórum internacional através de um técnico do CSIRT Nacional (Equipa de Resposta a Incidentes de Segurança Informática), órgão gerido pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação. A presença moçambicana reflecte o compromisso contínuo do INTIC no fortalecimento das capacidades técnicas nacionais em matéria de segurança cibernética e investigação de crimes informáticos, alinhando os seus quadros com as melhores práticas e padrões internacionais.

O evento decorre num contexto marcado pelo aumento da sofisticação das ameaças digitais à escala global. Actualmente, grupos criminosos recorrem cada vez mais a comunicações encriptadas, moedas virtuais e modelos de Crime-as-a-Service para facilitar actividades ilícitas, incluindo ataques de ransomware, campanhas de desinformação e operações dirigidas contra infra-estruturas críticas.
Perante este cenário, os participantes são chamados a aprofundar competências técnicas e operacionais através de exercícios práticos e desafios em equipa que abrangem áreas como inteligência de fontes abertas (OSINT), análise financeira, recolha e tratamento de evidências digitais, bem como investigação do uso ilícito de criptomoedas.
A abordagem do Conselho da Europa centra-se no reforço da cooperação internacional com base nos instrumentos da Convenção de Budapeste e do seu Segundo Protocolo Adicional, promovendo mecanismos mais eficazes de partilha de dados e acesso a provas electrónicas.
Através do seu Gabinete do Programa de Cibercrime (C-PROC), o Conselho da Europa tem apoiado diversos países no fortalecimento dos seus sistemas jurídicos e institucionais, incluindo a capacitação de juízes, procuradores, investigadores e especialistas em segurança digital.

O encontro reúne cerca de 150 participantes provenientes de mais de 50 países, incluindo investigadores policiais, especialistas em segurança cibernética e peritos em forense digital, apoiados por iniciativas internacionais como CyberSEE, GLACY-e, CyberSouth+, CyberSPEX e Octopus.
Espera-se que, até ao final da competição, os participantes reforcem as suas capacidades de resposta a incidentes cibernéticos e investigação de crimes informáticos, contribuindo para o fortalecimento da cooperação internacional e da resiliência digital dos seus países.
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