PCA do INTIC participa na Oficina Africana de Cibersegurança

PCA do INTIC participa na Oficina Africana de Cibersegurança

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Prof. Doutor Lourino Chemane, participou, nesta quarta-feira, 04 de Fevereiro do corrente ano, na Oficina sobre Compartilhamento de Informações de Cibersegurança e Iniciativa de Aprendizado entre Pares na África. O evento teve lugar no Centro Cultural do Banco de Moçambique, na Cidade da Matola, Província de Maputo.

O PCA do INTIC esteve acompanhado por Eugénio Jeremias, Director da Divisão de Segurança Cibernética e Protecção de Dados, Rosa Dique, Chefe do Departamento de Protecção de Dados, e Algy Adamo, Analista Júnior em Vulnerabilidades em Segurança Cibernética.

A oficina reuniu representantes de vários países africanos para discutir estratégias contra ameaças cibernéticas transnacionais, enfatizando a importância da cooperação regional. Esta iniciativa reforça o compromisso do Governo moçambicano na actualização da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética 2026-2030, coordenada pelo INTIC.

O principal objectivo foi fortalecer a cooperação regional em cibersegurança, promovendo a troca de experiências, boas práticas e mecanismos eficazes para o compartilhamento de informações sobre incidentes cibernéticos, ameaças digitais e estratégias de resposta.

Na sua intervenção, sob o tema “Ferramentas, Tecnologias e Práticas para a Gestão Proactiva de Riscos em Cibersegurança: Compartilhando a Experiência do CSIRT Nacional de Moçambique”, Lourino Chemane abordou temas de grande relevância, como o Quadro Legal e Regulamentar de TIC de Moçambique; a Avaliação Nacional de Risco Cibernético (NCRA); a Governação e Coordenação da Segurança Cibernética; o CSIRT Nacional; As principais ferramentas para gestão de riscos cibernéticos; Tecnologias para gestão de riscos; Proactividade na gestão de riscos; Boas práticas para aumentar a resiliência e segurança cibernética; e o Reporte de incidentes e acções de cooperação internacional.

“O INTIC estabeleceu parcerias bilaterais e filiou-se a vários fóruns de segurança cibernética”, sublinhou Lourino Chemane. Ele recordou os avanços de Moçambique desde 2020, quando o país carecia de parcerias internacionais, até 2024, com níveis satisfatórios de colaboração.

O PCA defendeu a realização de campanhas públicas de sensibilização sobre segurança cibernética com maior dinamismo, incluindo acções em larga escala via meios radiofónicos, televisivos e redes sociais, com conteúdo informativo e educacional em línguas locais. Propôs ainda a elaboração de um framework de segurança cibernética para Moçambique; o estabelecimento de pelo menos dois Centros de Partilha de Informação (Information Sharing and Analysis Centers – ISACs); e a criação de um Centro de Internet Segura.

Encerando sua apresentação, Chemane afirmou que o evento ocorreu num momento estratégico, em que o INTIC lidera esforços para mitigar ameaças cibernéticas transnacionais, reforçando o quadro legal com novos instrumentos regulatórios, mecanismos técnicos e desenvolvimento de capacidades para um ecossistema digital seguro.  “Estamos neste momento no processo de elaboração da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética 2026–2030”, garantiu Chemane.

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