Governo desenvolve Estratégia Nacional de Transformação Digital
O Ministério das Comunicações e Transformação Digital, através do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), inicia o processo de elaboração da Estratégia Nacional de Transformação Digital, com o objectivo de acelerar o desenvolvimento digital e o crescimento sócio-económico do país. Esta iniciativa integra a implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025-2044 e do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029.
Esta acção conta com o apoio da União Internacional das Telecomunicações (UIT) e da Delegação da União Europeia (UE) em Moçambique.
O lançamento oficial do processo de elaboração da Estratégia Nacional de Transformação Digital está previsto para 12 de Fevereiro próximo, à margem da I Conferência Nacional sobre Modernização Administrativa, Transformação Digital e Inovação, a realizar-se em Maputo. Este lançamento constituirá uma plataforma de diálogo com as principais partes interessadas, promovendo uma participação ampla e uma maior apropriação coletiva do processo subsequente.
Após a conferência, o INTIC coordenará a realização de workshops cruciais nas zonas Sul, Centro e Norte do país, com vista a colher subsídios para a consolidação do primeiro draft deste instrumento orientador.
Os workshops, previstos para arrancar entre Fevereiro e Março do ano em curso, têm como objectivo auscultar as partes interessadas, promovendo uma abordagem inclusiva sobre infra-estrutura digital, governança eletrónica, inclusão digital e segurança cibernética. Estes temas estão alinhados às prioridades nacionais, com ênfase na interoperabilidade dos sistemas de informação e identidade digital.
Para Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do INTIC que falava durante uma reunião híbrida (presencial e online) com peritos da UIT e da UE, realizada há dias, a Estratégia Nacional de Transformação Digital deve orientar a implementação de soluções para enfrentar os principais desafios no país. Entre eles, destacam-se as lacunas de infra-estrutura e conectividade, o défice de competências digitais, as limitações de acessibilidade, bem como os desafios de governança e colaboração.
“Com este trabalho, pretendemos potenciar as oportunidades oferecidas pelo espaço digital para melhorar a prestação de serviços públicos, reforçar a competitividade económica e promover a inclusão digital. Para tal, precisamos levar em conta aspectos ligados à segurança cibernética e à protecção de dados dos cidadãos”, explicou Chemane.
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