Fórum Económico Mundial alerta para escalada de riscos cibernéticos impulsionados pela I A
Um novo relatório do Fórum Económico Mundial (FEM) alerta que a inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a fragilidade das cadeias digitais globais estão a redefinir profundamente o risco económico e social à escala mundial. As conclusões constam do Global Cybersecurity Outlook 2026, elaborado em parceria com a Accenture, que traça um cenário de crescente complexidade e interdependência no domínio da segurança cibernética.
De acordo com o documento, a fraude cibernética tornou-se a ameaça digital mais disseminada globalmente, ultrapassando o ransomware como a principal preocupação dos líderes empresariais.
O FEM sublinha que o impacto da fraude vai além das perdas financeiras, afectando a confiança nos mercados, a reputação das organizações e a própria estabilidade dos sistemas económicos.
O relatório destaca ainda o impacto da fragmentação geopolítica no aumento das ameaças cibernéticas. “Cerca de 64% das organizações já incorporam ataques motivados geopoliticamente nas suas estratégias de risco, enquanto 31% dos líderes manifestam baixa confiança na capacidade dos seus Estados para responder a ataques de grande escala contra infra-estruturas críticas”.
Esta desconfiança varia significativamente entre regiões, reflectindo desigualdades profundas na preparação cibernética nacional, com particular incidência nas economias emergentes.
O Global Cybersecurity Outlook 2026 alerta também para o agravamento da desigualdade cibernética. Organizações de menor dimensão apresentam o dobro da probabilidade de reportar níveis insuficientes de resiliência, enquanto regiões como a África Subsaariana e a América Latina enfrentam uma escassez crítica de profissionais especializados em cibersegurança.
Perante este cenário, o Fórum Económico Mundial defende uma mudança de paradigma, considerando a cibersegurança um pilar estratégico da estabilidade económica, da confiança pública e da resiliência nacional. O relatório apela a uma cooperação reforçada entre governos, empresas e fornecedores de tecnologia, bem como a investimentos sustentados em competências, inovação e partilha de informação.
Encontre o relatório em: https://www.oeconomico.com/fraude-cibernetica-supera-ransomware-e-torna-se-principal-ameaca-global-em-2026/?fbclid=IwdGRzaAPcrIFjbGNrA9yrL2V4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkDDM1MDY4NTUzMTcyOAABHujd3SY2Z_Bu5B41RJS1PTixnHl5QV6_0_LoQJb2QVs_iN7Ot2LlqNHef-g__aem_grjpsMTB0e9a1sq7Q6BoJg&sfnsn=wa
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