Transformação Digital e Segurança de Dados marcam debate sobre futuro da Indústria de Seguros na FACIM
No âmbito da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP) participou, no dia 3 de Setembro de 2026, num seminário subordinado ao tema “Desafios para a Indústria de Seguros num Mundo em Transformação: Novos Desafios e Oportunidades”, realizado no Pavilhão do Sector Empresarial do Estado.O debate teve como moderador o Dr. José Belmiro e contou com a participação dos seguintes oradores: o Administrador Executivo para a Área Técnica e Operacional do INTIC, IP, Constantino Sotomane; a Directora Executiva de Gestão Comercial, Produtos e Serviços da Vodacom Moçambique, Dra. Luísa Custódio; e o Director de Tecnologias de Comunicação da EMOSE, Valter Mabasso.Na sua intervenção, Constantino Sotomane destacou a importância do reforço do quadro legal e regulamentar para acompanhar o processo de transformação digital e garantir que a adopção das tecnologias contribua para a melhoria da vida dos cidadãos.Segundo o Administrador Executivo, a transformação digital deve estar centrada no cidadão, garantindo o acesso a serviços rápidos, seguros, eficientes e inclusivos, ao mesmo tempo que se criam mecanismos para reduzir as vulnerabilidades dos utilizadores no ambiente digital.O Administrador Executivo defendeu ainda a necessidade de reforçar a literacia digital e a sensibilização dos cidadãos, incluindo através de campanhas que expliquem os riscos associados ao uso das tecnologias e as formas de protecção dos seus dados.Sotomane chamou igualmente atenção para a necessidade de uma transformação digital inclusiva, que considere as diferentes realidades da população, incluindo o uso de línguas maternas na comunicação sobre tecnologias e serviços digitais.Por sua vez, Luísa Custódio, destacou o papel das tecnologias na transformação da indústria de seguros, considerando que a digitalização poderá contribuir para melhorar significativamente a experiência dos cidadãos.Na sua intervenção, realçou a necessidade de as seguradoras adoptarem soluções tecnológicas práticas, seguras e orientadas para as necessidades dos clientes, permitindo simplificar processos, melhorar o acesso aos serviços e tornar a relação entre seguradoras e segurados mais eficiente.Luísa Custódio salientou igualmente que a digitalização deve ser acompanhada por medidas concretas de segurança da informação e protecção de dados, uma vez que a confiança dos cidadãos constitui um dos principais factores para a adesão aos serviços digitais. Valter Mabasso, defendeu que a transformação digital deve ser integrada nas empresas de forma estruturada, começando por um diagnóstico adequado das necessidades e dos desafios existentes.Mabasso destacou a necessidade de investir na formação e qualificação dos profissionais, bem como de assegurar assessoria permanente às instituições durante os processos de transformação digital.Segundo o responsável, a modernização tecnológica é fundamental para a sustentabilidade e sobrevivência das empresas num mercado cada vez mais digital. Entre os factores considerados essenciais, apontou a confiança, o seguro digital, a formação de quadros, o investimento em infra-estruturas, a melhoria da gestão de sinistros, o resseguro e a retenção.Defendeu ainda que o regulador deve acompanhar a evolução tecnológica e ajustar os mecanismos de supervisão às novas realidades, assegurando a protecção da segurança e da privacidade dos cidadãos.A adopção das tecnologias de informação poderá, neste sentido, contribuir para tornar os processos de negócio mais rápidos, melhorar a eficiência da gestão, reduzir custos e erros e ampliar o alcance dos serviços de seguros.A participação do INTIC no seminário reafirmou a importância da instituição na promoção de um ecossistema digital seguro, confiável e inclusivo, capaz de acompanhar a modernização de sectores estratégicos da economia nacional.
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