Estudo Analisa Prontidão do Governo de Moçambique para a Inteligência Artificial no contexto da Transformação Digital

Estudo Analisa Prontidão do Governo de Moçambique para a Inteligência Artificial no contexto da Transformação Digital

Um recente estudo, intitulado “Prontidão do Governo de Moçambique para a Inteligência Artificial: Análise do Government AI Readiness Index (2023–2025) no contexto da Transformação Digital”, analisa o desempenho do país com base no índice internacional desenvolvido pela Oxford Insights, que mede a capacidade dos governos para integrar a IA na administração pública.
Moçambique tem vindo a registar avanços na sua preparação para a adopção da Inteligência Artificial (IA) no sector público, embora ainda enfrente limitações estruturais significativas. Esta é uma das principais conclusões de um artigo científico elaborado pelo Prof. Doutor Eng.º Lourino Alberto Chemane e pelo Eng.º Onélio da Mena Marcos Zavala, ambos quadros do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC).
De acordo com os autores, Moçambique apresenta uma prontidão considerada moderada, com progressos graduais, mas ainda condicionada por fragilidades nos domínios da governação, da capacidade de políticas públicas e do desenvolvimento tecnológico. Ainda assim, o país encontra-se numa fase estratégica de transição, caracterizada pela construção de instrumentos estruturantes para a transformação digital.
Entre as principais iniciativas destacadas no artigo estão a elaboração da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, da Estratégia de Governo Digital e da Política e Estratégia Nacional de Governação de Dados, bem como o avanço de legislação relevante nas áreas de segurança cibernética, crimes cibernéticos e protecção de dados pessoais.
O estudo sublinha igualmente a criação de entidades como a Agência de Transformação Digital e Inovação e a Comissão Nacional para a Inteligência Artificial, que reforçam a coordenação entre o Governo, a academia e o sector privado na implementação da agenda digital.
Numa análise comparativa com países da SADC e da CPLP, os autores identificam desafios comuns, incluindo limitações de infra-estruturas, escassez de recursos humanos qualificados e necessidade de maior investimento em tecnologias emergentes.
Como conclusão, Lourino Chemane e Onélio Zavala defendem que a consolidação e implementação eficaz das estratégias e reformas em curso serão decisivas para melhorar o posicionamento de Moçambique no índice global e para promover uma governação pública mais eficiente, inteligente e orientada para o desenvolvimento.
O artigo completo estará disponível no link abaixo.

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