Segurança Digital começa com atitudes conscientes – defendem Especialistas em Maputo
No âmbito do lançamento do Mês da Internet Mais Segura, que decorreu ontem, 10 de Fevereiro de 2026, no Hotel Avenida, em Maputo, teve espaço um painel de debate moderado por Eugénio Jeremias, Director da Divisão de Segurança Cibernética e Protecção de Dados no Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) INTIC, que destacou a importância de uma actuação coordenada entre o Governo, parceiros internacionais, sector privado e cidadãos na prevenção e combate aos crimes cibernéticos.
Durante o painel, foram apresentadas comunicações que abordaram o quadro legal e regulamentar das TIC em Moçambique, o papel do CSIRT Nacional (nCSIRT.mz) e os mecanismos de protecção do consumidor nas redes de telecomunicações.
Algy Adamo, Analista de Vulnerabilidades e Segurança Cibernética do CSIRT Nacional no INTIC reiterou que a cultura de segurança cibernética e a consciencialização pública constituem pilares essenciais para a redução da exposição a riscos digitais. “O uso seguro e responsável das redes sociais protege não apenas o utilizador, mas toda a sociedade”, referiu, sublinhando que a aposta na prevenção e na consciencialização é determinante para reduzir a exposição a incidentes cibernéticos.
Por sua vez, Mari Lakeus, Especialista em Prevenção do Crime, na sua intervenção, alertou para os riscos associados ao uso inadequado da Internet e das redes sociais, enfatizando que a prevenção começa com atitudes individuais responsáveis. “Foram registados diversos casos de phishing, roubo de identidade e outras formas de burla online, pelo que é fundamental que os cidadãos não partilhem informações sensíveis e verifiquem sempre a autenticidade das fontes”, referiu, reforçando a necessidade de denúncia de incidentes às autoridades competentes.



A outra painelista neste evento foi a Nilza Ribeiro, Oficial de Programa da UNWomen, que destacou que as mulheres continuam a ser um dos grupos mais vulneráveis no espaço digital, estando frequentemente expostas a diferentes formas de violência nas redes sociais, por isso a UNWomen tem vindo a investir na capacitação de mulheres e raparigas através de campanhas, workshops e acções de literacia digital, com o objectivo de fortalecer a sua capacidade de prevenção e resposta à violência digital. “As mulheres, são muitas vezes alvo de exposição indevida, assédio, extorsão sexual, ameaças e outras formas de violência online”.
Dalila Morais, Chefe de Departamento de Protecção ao Consumidor no Instituto Nacional das Comunicações em Moçambique (INCM), na sua apresentação sobre a protecção e os direitos do consumidor na rede de telecomunicações, enfatizou que a defesa do utilizador é essencial para consolidar a confiança no sector. “Proteger o consumidor é reforçar a confiança nas telecomunicações e garantir que cada cidadão acesse a serviços transparentes, seguros e de qualidade”, afirmou.
O painel terminou com um apelo conjunto ao reforço da cooperação institucional, ao envolvimento da sociedade civil e à adopção de comportamentos responsáveis no ambiente digital, como pilares fundamentais para a construção de uma Internet mais segura e inclusiva em Moçambique.



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